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Política de Comunicação 6

Interação com os públicos passa pelos canais web

Possibilidades de apoio e interação pela web são desafios para as instituições; não só o acesso faz a diferença, mas também a qualidade da comunicação

Texto: Silvânia Lima

Fotos: Ana Fortunato

A ideia de uma sociedade midiatizada não é mais novidade, pois já se tornou realidade. Mais do que adaptados, será que estamos realmente preparados para lidar com essa nova dinâmica social, que também traz demandas e responsabilidades inadiáveis, pois cria um público cada vez mais exigente? Será que estamos conseguindo nos beneficiar desses recursos em potencial para a melhoria dos nossos processos? A especialista em gestão da comunicação, Alyssa Hopp, esteve da UFG na última quarta-feira, 28/9, para falar sobre portais web e redes sociais, numa abordagem relacionada à educação.  Hugo Leonardo Costa, da Secretaria de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) foi outro convidado a falar sobre a comunicação institucional web, durante o sétimo Encontro Temático da Política de Comunicação da UFG, sob a coordenação da jornalista Kharen Stecca.

Ao discorrer sobre a educação nas mídias sociais, Alyssa Hopp apresentou exemplos positivos de uso das redes nas escolas, ressaltando a tecnologia como uma aliada no processo de aprendizagem. "Os novos canais oferecem dicas de educação para pais, professores e estudantes. Precisamos engajar as pessoas, a partir do conhecimento, agregar valor à experiência, e torná-lo algo palpável. Tornar aquilo é lúdico em aprendizado", conclui.  A palestra seguiu para o tema comunicação institucional pela web, passando pelas relações das pessoas com a rede.

Alyssa Hopp também é consultora de marketing e fez questão de falar sobre a reputação online. "Estamos conectados 24 horas e esse é o tempo que temos para construir nossa reputação. Todo momento é o momento de estar atento. As velhas regras de reputação não valem mais. Houve uma quebra do modelo de comunicação. Minha reputação essencialmente é aquilo que os outros pensam de mim, o que eles veem como verdade. Logo, qual é a imagem que os outros têm de mim é o que realmente sou ou não sou?", reflete.

Sobre a relação das pessoas com as redes, Alyssa afirma que "buscamos preencher nossos vazios no ambiente digital, uma vez que por lá podemos ser o que realmente queremos. E, como também somos narcisos, nos enfeitiçamos no celular, no tablet". Ao afirmar que as pessoas se engajam com o conteúdo digital, a consultora chama a atenção para a importância de conhecer os formadores de opinião do público-alvo. Quem são? O que querem? Por que compartilham? E traz conceitos, como o da comunicação transmídia/storytelling, baseado na satisfação de necessidades, a partir de valores, emoções e sentimentos.

"No marketing digital não existe regra, o engajamento se dá pelas emoções e pela necessidade de satisfazer nossos valores e crenças, os quais é preciso conhecer, a fim de acertar em conteúdos que o público se identifique e se satisfaça. O efeito da confiança na percepção do consumidor, quando se identificam com uma marca, por exemplo, se dá em nível do inconsciente, pela emoção. Ou seja, preciso ver a maneira como me relacionar com ele, e como essa influência pode servir para o melhor planejamento", reforça. Alyssa resume dizendo que as mídias sociais são simulações de nossas interações no nosso ambiente offline, pois as pessoas interagem com as marcas com que mais se identificam.

Segundo ela, esses são os gatilhos de viralidade (moeda social, emoção, público, valor prático, histórias) da mídia digital. Por fim, considerando esses fatores, Hopp afirma que é preciso pensar como agregar valor com a experiência online e offline, ou seja, como aprofundar a experiência do cliente.

Mídia digital UFG

Ao analisar os canais web da UFG, Alyssa Hopp chama a atenção para alguns pontos importantes que poderiam contribuir para os processos acadêmicos, o sentido de comunidade e para a imagem institucional, como a integração de conteúdos entre unidades e órgãos, engajamento proporcional, geração de conteúdos e linguagens para públicos específicos, uso dos recursos web nas atividades acadêmicas, engajamento online e reforço da marca. Outro fator essencial da mídia digital, que deve ser considerado na comunicação institucional, é o tempo, real e ininterrupto.

Do ponto de vista institucional, de sua relação com a comunidade, Alyssa Hopp indaga: Qual é o impacto da UFG na comunidade? Na vida das pessoas? Ela também alerta para a importância da moeda social, sobretudo por seu caráter público e educacional. As relações com os públicos pela web, segundo ela, são oportunidades de engajamento social e institucional, capaz de reforçar o senso de comunidade, de pertencimento e da marca. Há que se ressaltar que aí se incluem os públicos internos e externos.

Em sua breve analise da UFG na mídia digital, Alyssa observou a replicação de conteúdo sem a participação das unidades e órgãos, ou seja, não foi detectado conteúdo diversificado, produzido por outras unidades da UFG. "Há baixo engajamento proporcional. Furos como esses podem levar ao distanciamento da comunidade interna, que acaba não se vendo representada publicamente", diz. E, lembra que as unidades e órgãos, inclusive do interior, são pontos de contato com a marca.

Entre os caminhos possíveis, a especialista frisa a urgência da centralidade de todos os esforços comunicacionais em torno da reflexão sobre quem é a UFG, seus valores, sua missão, seu propósito, e como a comunidade (seus públicos) se identifica ou não, e se vê nela representada.

Alyssa Hopp chama a atenção para a comunicação com os públicos em canais específicos, como o Youtube, o Instagram e o Facebook, e para a definição de uma linguagem padrão de acordo com o perfil do público de cada plataforma utilizada (identificação, sinergia, adequação de discurso). "O meio não é mais a mensagem, dependendo de como esta é compartilhada", anuncia.

Sobre o processo e metodologia de "ensinagem", Alyssa fala das possibilidades de interação online-offline, com discussões em sala de aula, e de como o conteúdo utilizado em sala de aula pode ser utilizado online, ou seja, da migração do aluno da sala de aula para o meio digital. O envolvimento de servidores e estudantes na construção e alimentação de perfis como estratégia de engajamento com a vida acadêmica, espaço de pesquisa e aplicação de conhecimentos (rede de conhecimento com foco em coautoria) é outra possibilidade interessante da mídia digital no meio acadêmico.

Alyssa Hopp conclui exemplificando oportunidades de engajar a comunidade, por meio de produtos e campanhas que agreguem valor à marca, como o uso de estratégias de branding que possibilitem a presença da UFG em diferentes momentos da vida do aluno, ex-alunos e comunidade (aplicativos, games, material educativo online, blogs para públicos específicos promovidos pela faculdades); transmissões online/ao vivo (Hangouts, Facebook Live, Snapchat, Instagram Stories, Periscope); discussão de tópicos da vida acadêmica ao vivo com o reitor, diretores, professores, em canais como o Youtube.

Encontro Temático 6

Alyssa Hopp apresentou exemplos positivos de uso das redes nas escolas, ressaltando a tecnologia como uma aliada no processo de aprendizagem

A experiência da UnB

A experiência da comunicação institucional da Universidade de Brasília (UnB) enriqueceu o debate do sétimo Encontro Temático sobre mídia digital. Hugo Leonardo Costa falou sobre as ações da área promovidas pela Secretaria de Comunicação (Secom) nos últimos anos e, sobretudo, os produtos mais recentes, como os novos Portais UnB e de Ciência, e as páginas de Notícias e da Administração Superior . O foco na comunidade foi decisivo para a criação de mais espaços para estudantes, como a publicação de artigos e a replicação da agenda UnB.

Hugo Leonardo informa que o trabalho de reformulação do Portal da UnB já dura dois anos e que vem sendo feito com muito critério, baseado em pesquisas e consultorias profissionais. Segundo ele, melhorias técnicas permitem não só uma nova arquitetura da informação, mas mais segurança, estabilidade, agilidade, acesso, interatividade, valorização do conteúdo institucional.

O realinhamento do trabalho da comunicação com a missão e os valores institucionais, porém, foram os maiores ganhos da reforma. "Produzir, integrar e divulgar o conhecimento. Precisamos trabalhar para projetar isso para a sociedade. Essa é uma missão nossa, precisamos ter uma comunicação que dê conta disso", frisa o jornalista.

Sobre a criação do Portal de Ciência e das páginas de Notícias e da Administração, Hugo defende que é necessário fragmentar a comunicação. "Isso não a enfraquece, pelo contrário, chama a atenção para olhares externos, e são uma tendência seguida pelas maiores universidades do mundo", afirma.

Encontro Temático 6

Jornalista da Secretaria de Comunicação da UnB, Hugo Leonardo Costa apresentou em primeira mão o novo portal da Universidade

Fonte : Ascom UFG

Categorias : política de comunicação Última hora

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